É pano que rasga ferro,
Aço que corta bala,
Parede que fura prego,
Sangue que jorra ferida,
Água que queima fogo...
— Punhos ao alto!
Chora o menino, chora a menina
Atenta o cachorro
Declama a mão: punhos ao alto!
Erguem-se as bandeiras
Grita a nação: punhos
ao
alto!
Tinta sofrida estampada no repúdio do branco
da paz
Negro ferruge que encara o verde e amarelo do corpo
feito de milhões de corações
Que correm
Que
caem
Que quebram
Que sonham
Que negam!
Que lamentam...
Que socorrem
Que BRANDAM
Saudando o ardor da revolução literária:
Abaixo
os
puristas!
Pá! Pá! Pá! Tá! Pá!
Ecoa o tambor
Ao som do mar
À luz do céu profundo
Sol que vai fundo, pé que se quebra no asfalto
Erguem-se as bandeiras, erguem-se as vozes:
— Punhos ao alto!