Eu não fumo, eu não bebo.
Eu tenho meus vicios lícitos.
Eu tenho cinco dedos em cada pé.
Eu tenho momentos lividos.
Eu sei algo sobre politica.
Eu sei algo sobre a vida que não fui eu quem comprovei.
Eu tenho dois dias de folga.
Eu tenho palavras na mente que eu nunca falei.
Eu tenho boas notas.
Eu não estudo.
Eu tenho alguns amigos.
Eu sou incerto, contudo.
Eu tenho tempo.
Eu tenho tudo.
Eu chego a ser um fracasso
E eu não tenho futuro.
terça-feira, 31 de agosto de 2010
domingo, 8 de agosto de 2010
Final bruto
A música tocava
e as notas passavam
e a cidade corria
e a vida existia.
O homem falava
e os carros passavam
e a garota sorria
e a vida existia.
O menino chorava
e as pessoas passavam
e ninguém viria
pois a vida ainda existia
enquanto alguém morria.
e as notas passavam
e a cidade corria
e a vida existia.
O homem falava
e os carros passavam
e a garota sorria
e a vida existia.
O menino chorava
e as pessoas passavam
e ninguém viria
pois a vida ainda existia
enquanto alguém morria.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Vício
- Ei, mas o que você está fazendo ai? Já não é tarde demais para um belo copo como você? Eu juro, nem vi a aurora e muito menos a escuridão das ruas. Deve ser os remédios. Sabe o que andam dizendo por ai? Que eu estou louco.
John riu, o escárnio confuso pela embriaguez. O rosto torcido em incredualidade. Pobre John.
- Por favor. Eu não estou louco. Louco é aquele cara que dança aquelas músicas eletrônicas em frente aquela loja de eletrodomésticos. É ridiculo. Eu não faço isso. Você me acha louco, querida Vodka? Vê? O mundo precisa de mais mulheres como você: não distorcem a verdade. Minha esposa me abandonou porque disse que eu a trai. Mas ela me traiu primeiro! Me deixou em abstinência por quase um mês. O que eu deveria ter feito? Traçado um barranco, porra? Ah, você é tão magnifica Megan. Megan, seu nome, não é? Lindo nome, Megan. Megan. Mas então, me conte mais sobre você. Ah... é mesmo? Você é bióloga?
O garçom, em risos pelo único diálogo ouvido pelas paredes velhas do pequeno bar, sentou-se em uma cadeira enquanto observava o homem de cabelos escuros conversar com o copo de vodka colorizada em vermelho. Os olhos azuis refletiam o cansaço de um grande dia trabalhoso. E, mesmo assim, continuava a conversar animadamente com o copo.
- Oh, Megan, se me permite dizer, você está tão bela com este vestido vermelho. O vermelho em meio a noite. Eu poderia escrever uma poesia sobre você:
Ela andava com seus doce aroma presente no ar,
o cabelo no perfeito enredo,
eu poderia dizer que você era a brisa do mar
com esse seu vestido vermelho.
- Gostou? Eu sei, sou poeta nas horas vagas. Ei, você se importaria se eu bebesse um pouco de você?
O homem avançou as mãos para o copo ao seu lado, decidido a provar o belo sabor de sua grande amiga encontrada no bar.
- Senhor, já está tarde.Vá pra casa.
Ele encarou em dúvida o copo, agora nas mãos do jovem rapaz de estatura mediana e cabelos castanhos.
- Bem, tem hora para tudo. Nos vemos amanhã, então, doce Megan?
John riu, o escárnio confuso pela embriaguez. O rosto torcido em incredualidade. Pobre John.
- Por favor. Eu não estou louco. Louco é aquele cara que dança aquelas músicas eletrônicas em frente aquela loja de eletrodomésticos. É ridiculo. Eu não faço isso. Você me acha louco, querida Vodka? Vê? O mundo precisa de mais mulheres como você: não distorcem a verdade. Minha esposa me abandonou porque disse que eu a trai. Mas ela me traiu primeiro! Me deixou em abstinência por quase um mês. O que eu deveria ter feito? Traçado um barranco, porra? Ah, você é tão magnifica Megan. Megan, seu nome, não é? Lindo nome, Megan. Megan. Mas então, me conte mais sobre você. Ah... é mesmo? Você é bióloga?
O garçom, em risos pelo único diálogo ouvido pelas paredes velhas do pequeno bar, sentou-se em uma cadeira enquanto observava o homem de cabelos escuros conversar com o copo de vodka colorizada em vermelho. Os olhos azuis refletiam o cansaço de um grande dia trabalhoso. E, mesmo assim, continuava a conversar animadamente com o copo.
- Oh, Megan, se me permite dizer, você está tão bela com este vestido vermelho. O vermelho em meio a noite. Eu poderia escrever uma poesia sobre você:
Ela andava com seus doce aroma presente no ar,
o cabelo no perfeito enredo,
eu poderia dizer que você era a brisa do mar
com esse seu vestido vermelho.
- Gostou? Eu sei, sou poeta nas horas vagas. Ei, você se importaria se eu bebesse um pouco de você?
O homem avançou as mãos para o copo ao seu lado, decidido a provar o belo sabor de sua grande amiga encontrada no bar.
- Senhor, já está tarde.Vá pra casa.
Ele encarou em dúvida o copo, agora nas mãos do jovem rapaz de estatura mediana e cabelos castanhos.
- Bem, tem hora para tudo. Nos vemos amanhã, então, doce Megan?
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Dear Margareth, I
Ela vestia uma roupa diferente por dia, seu armário ocupava a parede do quarto-sala e da cozinha. O que ela era, afinal? Outra dia, eu... Isto está virando um diário. Ok, no dia 21, ela...
Porra. Porra, Margareth. O que foi que você fez, Margareth?
Eu te disse. Você disse que não ia fazer mais.
Você prometeu! Você disse que estava cansada daquilo!
Merda, Margareth.
Você não tem idéia de como eu me senti o corpo do cowboy estirado no chão.
Eu fiquei decepcionado, Marg. Eu senti como se eu tivesse falhado.
Os vizinhos ouviram, Margareth. Porra! Você está na porra daquele hospital de loucos agora!
E apesar de tudo, eu sei o que eles vão fazer. Eles descobriram tudo, eles descobriram todos.
Eu não quero pensar nisso, Mag. Lucy, lucy, lucy, o que vai acontecer comigo?
Sabe quem vai chorar no final? Sabe quem vai se destruir no final?
Eu! Eu, Margareth.
Sou eu quem vai ver você naquela cama, sedada e intocada, a agulha perfurando sua veia, você desaparecendo lentamente. Você vai olhar pra mim. Eu vou olhar pra você.
E eu vou estar fodido.
Mas, eu espero, vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem. Eu vou ficar bem. Afinal, eu dormia com você todas as noites, querida Margareth.
Atenciosamente e terminantemente, Sam.
Porra. Porra, Margareth. O que foi que você fez, Margareth?
Eu te disse. Você disse que não ia fazer mais.
Você prometeu! Você disse que estava cansada daquilo!
Merda, Margareth.
Você não tem idéia de como eu me senti o corpo do cowboy estirado no chão.
Eu fiquei decepcionado, Marg. Eu senti como se eu tivesse falhado.
Os vizinhos ouviram, Margareth. Porra! Você está na porra daquele hospital de loucos agora!
E apesar de tudo, eu sei o que eles vão fazer. Eles descobriram tudo, eles descobriram todos.
Eu não quero pensar nisso, Mag. Lucy, lucy, lucy, o que vai acontecer comigo?
Sabe quem vai chorar no final? Sabe quem vai se destruir no final?
Eu! Eu, Margareth.
Sou eu quem vai ver você naquela cama, sedada e intocada, a agulha perfurando sua veia, você desaparecendo lentamente. Você vai olhar pra mim. Eu vou olhar pra você.
E eu vou estar fodido.
Mas, eu espero, vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem. Eu vou ficar bem. Afinal, eu dormia com você todas as noites, querida Margareth.
Atenciosamente e terminantemente, Sam.
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