quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dear Margareth, I

Ela vestia uma roupa diferente por dia, seu armário ocupava a parede do quarto-sala e da cozinha. O que ela era, afinal? Outra dia, eu... Isto está virando um diário. Ok, no dia 21, ela...
Porra. Porra, Margareth. O que foi que você fez, Margareth?
Eu te disse. Você disse que não ia fazer mais.
Você prometeu! Você disse que estava cansada daquilo!
Merda, Margareth.
Você não tem idéia de como eu me senti o corpo do cowboy estirado no chão.
Eu fiquei decepcionado, Marg. Eu senti como se eu tivesse falhado.
Os vizinhos ouviram, Margareth. Porra! Você está na porra daquele hospital de loucos agora!
E apesar de tudo, eu sei o que eles vão fazer. Eles  descobriram tudo, eles descobriram todos.
Eu não quero pensar nisso, Mag. Lucy, lucy, lucy, o que vai acontecer comigo?
Sabe quem vai chorar no final? Sabe quem vai se destruir no final?
Eu! Eu, Margareth.
Sou eu quem vai ver você naquela cama, sedada e intocada, a agulha perfurando sua veia, você desaparecendo lentamente. Você vai olhar pra mim. Eu vou olhar pra você.
E eu vou estar fodido.
Mas, eu espero, vai ficar tudo bem. Você vai ficar bem. Eu vou ficar bem. Afinal, eu dormia com você todas as noites, querida Margareth.

Atenciosamente e terminantemente, Sam.

Nenhum comentário:

Postar um comentário