terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Desenterrando

Luke Müllar não tinha certeza de onde estava. As luzes em vermelho e verde dançavam no teto de fronte ele, mas o chão lhe parecia miseravelmente com o carpete enrugado e fajuto dos irmãos Godói. Ele sentia o pêlo felpudo pinicando-lhe as nádegas nuas, o cheiro de vinho ou qualquer outra bebida com odor tão impregnante subia com o ar. Estava frio. Ele girou o corpo e pôde encontrar o resto das mobílias de sua própria casa. Luke Müllar não soube distinguir o que era móvel e o que era lixo naquele espaço minúsculo, recheado de coisas que ele não tinha idéia de como fora aparecer lá. Os olhos estavam um pouco tontos, a cabeça de alga girava em torno de redemoinhos imaginários. Ele riu de alguma coisa estúpida que veio em sua mente, algo como um cérebro feito por algas e água ao invés de sangue. Ele até cogitou a idéia daquele desenho animado, Bob Esponja, viver em sua cabeça e caçar águas-vivas. Oh, yeah, estava louco.

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