De alma aberta: triunfa o medo por si só
E todos exploram, e todos devoram
Os olhos do azul mais oceano
O mais oceano atlântico
— Não tudo, não tudo.
De corpo rasgado: só
Sangue arrebentado e coração pulsando
Ainda pulsa! Ainda pulsa!
Corre, corre, corre, corre
Garotinha do pé sujo, de mãos e boca curiosas
— Cai não, cai não! Menina, só tem lixo no chão!
De espírito livre: a liberdade tão só
E todos comem, e todos arrancam
Do peito o sol que nasce toda manhã
Sem fé
Sem uma seca lágrima molhada pra cair
Pra molhar planta pra molhar alma
Pra não usar, pra não abusar
Da alma aberta, ou do corpo rasgado
— Deixa escorrer... Deixa livre.
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