Pincel sangrando verde rubro, chorando tinta molhada
É aquarela, menino!
A qua(l)ela
Enxuga espírito
Liberdad! Liberdad!
Salta a bolha do fundo do poço, salta o papel
Só(litário) pra vestir o nu
de Angústia.
É tinta que passou da validade, corrompida pela mão que pinta
o verde cru na tela de inocência.
O piano lamenta a ditadura, a melodia
sufocando, preso no pudor ao lado do acordeão:
Liberdad! Liberdad!
— Estou branco, estou cego.
Quer olhos pra ser visto
Quer essência para ser sentido
Quer... Colorir Vida.
Os dedos estão empueirados, cor de ferrugem;
esmagado nas amarras do coração
Liberdad! Liberdad!
Desliza a mão no papel
Na dança, é som, é... breu.
Não é nem verde, nem azul
Nem mar nem selva
Nem a mocinha, nem a bailarina
É nada.
Liberdad...
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